Abaixo aos hooligans na Copa
Postado em 26-05-2010 22:24
Por Rafael Martins.
O termo “hooligan” tem sido utilizado desde a década de 1890, empregado para descrever o nome de uma gangue de rua em Londres. No meio esportivo, a expressão “hooligan” começou a ser utilizada a partir da década de 1960, na Inglaterra.
Hoje, se pode classificar como Hooligans, grupos de torcedores europeus, em especial os de times de futebol, que vão aos estádios preparados para brigar e fazer do jogo uma desculpa para os atos de violência.
Em diversos países, a entrada de torcedores violentos é impedida, principalmente se há grandes eventos marcados na data. A polícia local das cidades onde ocorrem os eventos futebolísticos, geralmente prepara um forte esquema para inibir a violência, seja antes, durante e depois da partida. Entretanto, os Hooligans encontram formas de se confrontarem e caso a polícia apareça se dispersam para dificultar a prisão. Por ser um dos países europeus que possui clubes de alto nível, conseqüentemente essas equipes acabam ganhando inúmeros torcedores, alguns deles ultrapassam o amor pelo time, concretizando um sentimento de fanatismo pela equipe.
A maioria dos Hooligans é jovem e de nível econômico alto. A principal característica desse grupo está no ódio sentido pela torcida adversária, principalmente se este vencer a partida. Além da violência entre torcidas, os Hooligans também promovem o vandalismo pela cidade, destruindo tudo o que vêem pela frente. Por se mostrarem tão agressivos e ao mesmo tempo apaixonados pelo seu clube de coração, é que os Hooligans acabaram tornando-se temas de diversos filmes, onde é tratada toda a sua história desde como uma pessoa passa a fazer parte do grupo até as conseqüências dos confrontos.
Ultimamente nos estádios brasileiros, os torcedores têm presenciado as torcidas organizadas agirem como verdadeiros Hooligans. Há pouco tempo, na cidade de São Paulo, um torcedor foi agredido na saída do estádio por uma das torcidas organizadas do Palmeiras. O homem ficou inconsciente com as pancadas que recebera na cabeça. Esse foi apenas um dos inúmeros casos que têm feito com que a família brasileira distancie-se dos estádios nos domingos. A preocupação central nesta época do ano em que estamos é com esse tipo de "torcedores" representando mal nosso país lá na África do Sul, e/ou afastando os torcedores brasileiros da copa. Afinal, pancadarias pelos estádios brasileiros é bem provável que se veja por lá. Mas a festa não pode ser prejudicada por vândalos que se escondem atrás do álibe de torcida "organizada". Copa do Mundo é a maior comemoração do futebol mundial, e esse quadro não pode ser manchado por sangue e violência, muito menos verde-amarela. A todo torcedor brasileiro que pretende ir à copa ou torcer de alguma lanchonete perto de casa, vai aí uma dica: torça, comemore, grite gol, mas não ultrapasse o limite do bom senso, pois a vida vale mais que uma taça; e essa vida pode ser a sua.
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muito bom
Andréia Oliveira | 19/06/2010
parabéns Rafael muito bom seu artigo gostei
Bem lembrado!
Jorge Henrique Silva | 01/06/2010
De fato, isso vem acontecendo por aqui, e em todos os países em que futebol é pixão. Mas isso não justifica. Espero, também, que a violência não se torne, nem verde-amarela, nem qualquer outra cor!
